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      Plano de Trabalho:


1º- Organiza-se um plano de recolha, isto é, um programa ou instruções onde se estabelece:
a discrição do fenómeno colectivo a estudar; o que se vai contar ou enumerar e as características da(s) unidade(s) estatística(s); o significado de cada termo empregue na definição dessas unidades, chegando ao pormenor de dar um exemplo;
os modelos dos questionários e outros impressos a preencher, se os houver; o processo que se irá usar para a recolha (preenchimento dos impressos, a sua devolução, etc).


2º- Fixam-se as possíveis limitações da colheita, por forma a evitar perdas de tempo e de esforços e reduzindo o custo da recolha. Conforme o caso, serão aconselháveis limitações no espaço e no tempo.


3º- Determina-se a forma como se procederá à recolha, pois há inquéritos que se fazem: continuamente, isto é, permanentemente como resultado do funcionamento normal dos organismos (produção de uma fábrica, nascimentos e óbitos, por exemplo); periodicamente (censos das populações); ocasionalmente, por necessidades de momento (serviço de racionamento).


4º- Quando o conjunto ou o fenómeno a estudar é complexo, a contagem faz-se através de questionários. Estes, uma vez preenchidos, devem ser examinados, pois uns necessitam de ser completados ou emendados e outros não podem ser aproveitados. Depois desta filtração, transcrevem-se para fichas especiais, simplificando a notação por convenções convenientes.


5º- dessas fichas passa-se ao apuramento final, contando, manual ou mecanicamente, os diversos sinais convencionais que interessam ao conjunto ou ao fenómeno de massa em estudo.


6º- Última fase da técnica estatística: a elaboração das tabelas e quadros. Neles inscrevem-se os resultados das contagens totais e parciais. É a essas tabelas que vulgarmente se chama estatísticas. Devem ser elaboradas com clareza e sobriedade de forma a que qualquer pessoa possa colher, rapidamente, um ou mais números nelas inscritos.

 

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